segunda-feira, 26 de agosto de 2013



AMIGOS DE TODOS OS TEMPOS

Desfilam à minha frente.
Perfilados. Um a um.
Vejo-os com os olhos da memória.
Tenho quatro ou cinco anos.
Companheiro de traquinagens.
Meu avental tão sujinho.
Francisquinho.
Onde anda você?
Será que ainda moro em sua lembrança?
Tenho seis anos agora.
Mário Travessa.
Recordo seus olhos... quase incolores as íris de tão claras.
Agora José Carvalho. Cada vez que olho uma caixinha de lápis de cor lembro-me de você.
Já tenho sete, oito anos.
Djalma, o mais belo do colégio.
Ricardo, eu não conseguia deixar de lhe passar “as colas” para as provas.
Dirceu, seu senso de humor mudou com os anos?
Toninho, você partiu para o andar de cima. Como é tudo por aí?
Mané, você eu precisava reencontrar. Não saciei toda a vontade de uns puxões de orelha lhe dar.
João, eu servi de pombo-correio. Os bilhetinhos surtiram efeito, resultou em casamento.
Carlinhos
, a serenata eu perdi, mas as rosas ainda estão guardadas no meu coração.
Régis, você ficou com o meu livro e eu não me esqueci.
Mário Donizete, você chegou lá. Alcançou a sua meta. Parabéns!
Mário, aquele seu olhar tristonho se alegrou com os anos?
Luizinho, eu soube que você a conquistou afinal.
Ricardo II, o meu coração já tinha dono.
Silvio, você sempre foi sério demais, aprendeu a sorrir mais?
Pedro, dizem que a vida ensina... você aprendeu?
Evandro... como professor você foi um fracasso. Como amigo um sucesso.
Rui, que professor você foi!
Reinaldo, hoje em dia eu não faço mais aquela bolinha que lhe irritava tanto em cima do i.
“Teacher”, qual era mesmo o seu nome? Só aprendi a chamá-lo assim.
Máximo, amei a matéria que me ensinou, mas meus colegas odiaram. O andar de cima o chamou há tantos anos.
Biliu, não consegui aprender nada de inglês com você.
Carlos, História foi mais História com você.
Dilhermando, a “polenteira” ainda o recorda. Soube que você também já partiu para o além.
Décio, artes era muito melhor com você. Você também se foi.
Ezio, eu era a sua aluna preferida e você fazia questão de ressaltar que tinha essa predileção por mim.
Oswaldo, para você eu nunca cresci.
Mingo, sua bondade ainda me toca.
Valdir, as fazendas só moraram em nossas fantasias. O “Haras” não chegou para nós. Soube quando você também se mudou aí para cima. Seu carinho comigo deixou marcas profundas.
“Cutuca”, você conseguia me fazer sorrir por entre lágrimas.
Os amigos de ontem moram em meu coração, aos que foram eternas saudades, aos que nunca mais encontrei digo que desejaria rever. Aos que não me referi nesta lista também digo que lhes guardo com carinho imenso em meu coração.

sonia delsin 

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