sábado, 24 de agosto de 2013



Vivendo Zen

Hoje eu liguei o meu micro e ficou olhando o papel de parede. Uma linda paisagem. Um gramado tão verde, um céu tão azul. Um violeta no horizonte...

Fiquei um tempo parada antes de entrar no arquivo do Word em que estou trabalhando e pensei um pouco na vida.

Por que uma imagem me pôs a refletir?

É que andei tão estressada nos últimos anos. Andei sofrendo e caminhei por muitas estradas antes de encontrar as razões que me levaram a desviar-me de uma trajetória que seguia tão disciplinadamente.

A minha vida corria como um rio que conhece o caminho para o mar. Tinha meus momentos íntimos. Vivia de uma forma zen. Mas eu ignorava que este mundo certinho precisava se alterar um pouco para que eu o valorizasse mais.

Todos os dias às seis da tarde eu me refugiava em meu quarto e me isolava deste mundo de ilusões e entrava no mundo verdadeiro. Nele eu tinha um santuário. Não estes santuários cheios de imagens e pinturas. Um santuário que morava dentro de minha alma.

Eu encontrava toda paz que precisava, toda tranqüilidade que meu ser sempre necessitou para viver.

Tranqüilamente eu me deixava ser carregada para lugares que só eu conhecia.

Minhas baterias não se descarregavam porque todos os dias eu as renovava e deste modo eu injetava mais prazer no meu dia-a-dia.

Via a vida com olhos tão deslumbrados que até as pessoas notavam que muitas vezes eu nem parecia ser deste mundo.

Um fato veio modificar esta minha forma de viver. Algo se quebrou dentro de mim e eu andei procurando o caco que faltava. Tentei colá-lo no lugar certo para readquirir a tranqüilidade de antes.

Passei por becos, por avenidas tão bonitas, andei por bosques e cemitérios. Andei me buscando, esta a verdade... No fundo de mim.

Aos poucos eu fui descobrindo que minhas asas não estavam deterioradas, elas só estavam guardadas. Ao meu corpo tão coladas.

Encontrei o meu sorriso enorme, o gosto pela vida. Voltei a cantar, a dançar. A vibrar como o som de uma música a se propagar.

Aos pouquinhos ensaiei pequenos vôos e hoje me encontro mais aliviada.

Procuro me libertar das últimas amarras, porque o que mais desejo é viver de forma zen.

sonia delsin

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