MÃE QUERIDA
Hoje, tão logo
acordei, o telefone tocou.
Em pleno domingo de manhã, só podia ser você minha mãe!
Ouvi sua voz querida me contando que as acácias desabrocharam, que as rosas vermelhas estão lindamente enfeitando o seu jardim e umas belas flores (sempre me esqueço o nome delas e você o disse ainda hoje) abriram-se, às centenas.
Mãe, eu senti a solidão na sua voz e uma cobrança não feita com palavras.
Senti que você me desejava aí para apreciarmos juntas a beleza da primavera irrompendo em seu jardim.
Ai, que vontade de sair correndo, atravessar morros e vales e estar ao seu lado!
Enquanto nos falávamos ao telefone eu pude me sentir aí. Juro que pude sentir o perfume das flores, vi os cachos de acácia se debruçando sobre o caule. Pude sentir a maciez das pétalas das rosas. Pude apreciar os beija-flores e as borboletas fazendo festa.
Ó mãe, eu sei que você não consegue viver longe dessa casa onde viveu por tantos anos, ao lado de meu pai!
Eu também não saberia viver longe de minhas lembranças...
Quando você vem passar um tempo conosco eu vejo que nos primeiros dias até fica empolgada com as novidades, com a alegria de estar ao nosso lado.
Mas depois, eu sinto que você já não é feliz aqui. Sente falta dos parentes, dos amigos, da casa, do jardim...
Mãe, às vezes eu acordo no meio da noite e fico pensandoem você.
Perco o sono, fico cismando. Trago de volta tudo que vivemos
juntas e penso que seria tudo tão mais fácil não fosse o sentimentalismo.
Sinto que não posso preencher o vazio de sua vida, porque sempre ficaria faltando alguma coisa.
Vocês viveram uma longa história e eu sei a falta que ele lhe faz.
Quando estou aí percorro com os olhos os cômodos todos, o quintal, cada canto procurando-o.
Mãe, ele se foi. Mas deixou um pouco de si em cada cantinho.
Não sei como você consegue conviver com todas essas coisas que lembram ele... não sei...
Embora saiba que também agiria exatamente igual a você.
Em pleno domingo de manhã, só podia ser você minha mãe!
Ouvi sua voz querida me contando que as acácias desabrocharam, que as rosas vermelhas estão lindamente enfeitando o seu jardim e umas belas flores (sempre me esqueço o nome delas e você o disse ainda hoje) abriram-se, às centenas.
Mãe, eu senti a solidão na sua voz e uma cobrança não feita com palavras.
Senti que você me desejava aí para apreciarmos juntas a beleza da primavera irrompendo em seu jardim.
Ai, que vontade de sair correndo, atravessar morros e vales e estar ao seu lado!
Enquanto nos falávamos ao telefone eu pude me sentir aí. Juro que pude sentir o perfume das flores, vi os cachos de acácia se debruçando sobre o caule. Pude sentir a maciez das pétalas das rosas. Pude apreciar os beija-flores e as borboletas fazendo festa.
Ó mãe, eu sei que você não consegue viver longe dessa casa onde viveu por tantos anos, ao lado de meu pai!
Eu também não saberia viver longe de minhas lembranças...
Quando você vem passar um tempo conosco eu vejo que nos primeiros dias até fica empolgada com as novidades, com a alegria de estar ao nosso lado.
Mas depois, eu sinto que você já não é feliz aqui. Sente falta dos parentes, dos amigos, da casa, do jardim...
Mãe, às vezes eu acordo no meio da noite e fico pensando
Perco
Sinto que não posso preencher o vazio de sua vida, porque sempre ficaria faltando alguma coisa.
Vocês viveram uma longa história e eu sei a falta que ele lhe faz.
Quando estou aí percorro com os olhos os cômodos todos, o quintal, cada canto procurando-o.
Mãe, ele se foi. Mas deixou um pouco de si em cada cantinho.
Não sei como você consegue conviver com todas essas coisas que lembram ele... não sei...
Embora saiba que também agiria exatamente igual a você.
sonia delsin

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