sábado, 24 de agosto de 2013



DOAR É UM ATO DE AMOR

A minha mão esquerda não pode saber o que a direita doou, senão pouco valor teve a minha oferta.
Quando entregamos alguma coisa pra alguém, devemos saber que a entrega é um ato de amor. Não se pode doar, querendo aos outros se mostrar.
Isto não é doação. É exibição. É pura ostentação.
Cada um deve oferecer o que tem de melhor. Se for uma palavra, que seja bem usada.
Se for um carinho, que seja entregue bem quietinho.
Se for um bem material, não faz mal. Mas precisa-se doá-lo com o coração e guardar segredo desta doação.
Não precisamos contar que fazemos caridade. Quando doamos devemos é sentir felicidade. Sim, isso mesmo, uma grande felicidade por estar podendo proporcionar alegria ao outro.
Jesus dizia que não importava a quantidade de moedas, mas que fossem dadas com desprendimento.
Certa vez assistia a uma missa e o padre falou algo que me tocou. Ele falou na hora do ofertório que todos deveriam se dirigir ao local destinado a oferta. Quem não tivesse nem mesmo uma moeda para colocar ali, que entregasse um pensamento bom, um pedacinho de si mesmo.
Isto é que entendo por doar. Quando podemos dar um pouco de nós mesmos para outro alguém. Isso nos deixa com o coração leve, porque é algo espontâneo. Natural. Como a chuva que chega à terra seca sem se perguntar qual a vantagem que leva nisso.
Uma palavra, um pouco de amor, uma mão estendida pode salvar uma vida. Não podemos nos esquecer que todos que se aproximam de nós estão em busca de alguma coisa que temos para lhes oferecer.
É a lei da vida, é o mecanismo da grande engrenagem e cada um de nós é um elo.
Nem percebemos, mas estamos todos interligados, estamos nos dando as mãos para formar o que chamamos de humanidade. 


sonia delsin 

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