AS FOTOS DO WORLD TRADE CENTER
Dias atrás recebemos umas fotos dos prédios destruídos no atentado de
onze de setembro de dois mil e um. Um sobrinho meu que esteve visitando-os
algum tempo antes da tragédia os fotografou, e nos enviou agora por e-mail.
São umas fotos grandes, bonitas.
Olhando-as senti uma dor de pensar nas
tantas vidas ceifadas, de pensar na beleza deles tão brutalmente destruída.
Todo aquele poder, aquela soberania
daqueles prédios que se sobressaiam aos
demais se acabou em cinzas e cinzas manchadas de sangue.
Pensei no que leva o homem a se tornar
um terrorista.
Pensei numa guerra que dizem ser santa.
Nem quero dizer tudo que pensei, mas
qualquer guerra é contra a vontade de Deus. Deus nos deu livre arbítrio, mas
por isso podemos sair destruindo vidas? Podemos cruzar os braços para os
problemas de um povo inteiro?
O que gerou esta guerra não foi
propriamente o atentado aos prédios, bem sei. Existe uma série de fatores que a
motivaram.
O terrorismo é uma ameaça a todos nós e
cresce porque existe muita desigualdade social.
Não quero dar razão a um ou a outro.
Prefiro ficar neutra nesta história. Os dois lados têm suas culpas e já deram o
que falar.
Os prédios não estão mais lá. Guardo as
fotos, são lembranças de algo que existiu e já não mais existe.
Talvez tudo isto que aconteceu, de uma
forma ou de outra possa ter feito muitas pessoas refletirem sobre o poder,
sobre a supremacia, sobre o terror. Sobre crianças que desde cedo aprendem a
odiar.
Quando vemos noticiários de guerra
sentimos que ela é dolorosa, destruidora, má.
Sonho um mundo de paz. Tantos de nós
sonhamos, não é mesmo?
Gostaríamos que tudo fosse diferente.
Irmão não deve lutar contra irmão.
Amanhã ou depois outra tragédia igual a
esta pode acontecer. Coisa pior até, e então, como nos sentimos frágeis.
Penso no que podemos fazer para mudar o
mundo. Nada? Desde a antiguidade sempre existiram guerras e o homem diz tantas
vezes estar lutando em busca da paz. Eu me pergunto, os fins justificam os
meios?
O que posso fazer para mudar alguma
coisa? Acho que muito pouco. Só posso rezar pela paz mundial, para um mundo que
gostaria que existisse.
Se plantarmos o amor, se cada um de nós
fizer um pouquinho será que já não estamos colaborando para um mundo melhor?
Quem sabe num futuro bem próximo os
meninos de sete, oito anos daquele distante país, que de repente nos pareceu
tão perto, porque o víamos a todo instante nos noticiários, possam em vez de
empunhar armas; brincar livremente pelas ruas de pega-pega, de soltar pipa, de
nadar nos córregos, ou tantas coisas mais.
Os prédios não estão mais lá, os homens
que o derrubaram levaram muitas vidas com eles.
Esta história toda nos levou a refletir
mais. Quem sabe esta data possa daqui para frente representar mais para todos
nós. Quem sabe ela seja o prenúncio de
dias melhores, quem sabe a paz ainda nos chegue num futuro bem
próximo...
Dizem que onze de setembro será um marco
na história.
Mas os prédios não estão mais lá... e a guerra ainda continua...
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário