sábado, 24 de agosto de 2013



AS FOTOS DO WORLD TRADE CENTER

Dias atrás recebemos umas fotos dos prédios destruídos no atentado de onze de setembro de dois mil e um. Um sobrinho meu que esteve visitando-os algum tempo antes da tragédia os fotografou, e nos enviou agora por e-mail.
São umas fotos grandes, bonitas.
Olhando-as senti uma dor de pensar nas tantas vidas ceifadas, de pensar na beleza deles tão brutalmente destruída.
Todo aquele poder, aquela soberania daqueles prédios que se sobressaiam  aos demais se acabou em cinzas e cinzas manchadas de sangue.
Pensei no que leva o homem a se tornar um terrorista.
Pensei numa guerra que dizem ser santa.
Nem quero dizer tudo que pensei, mas qualquer guerra é contra a vontade de Deus. Deus nos deu livre arbítrio, mas por isso podemos sair destruindo vidas? Podemos cruzar os braços para os problemas de um povo inteiro?
O que gerou esta guerra não foi propriamente o atentado aos prédios, bem sei. Existe uma série de fatores que a motivaram.
O terrorismo é uma ameaça a todos nós e cresce porque existe muita desigualdade social.
Não quero dar razão a um ou a outro. Prefiro ficar neutra nesta história. Os dois lados têm suas culpas e já deram o que falar.
Os prédios não estão mais lá. Guardo as fotos, são lembranças de algo que existiu e já não mais existe.
Talvez tudo isto que aconteceu, de uma forma ou de outra possa ter feito muitas pessoas refletirem sobre o poder, sobre a supremacia, sobre o terror. Sobre crianças que desde cedo aprendem a odiar.
Quando vemos noticiários de guerra sentimos que ela é dolorosa, destruidora, má.
Sonho um mundo de paz. Tantos de nós sonhamos, não é mesmo?
Gostaríamos que tudo fosse diferente. Irmão não deve lutar contra irmão.
Amanhã ou depois outra tragédia igual a esta pode acontecer. Coisa pior até, e então, como nos sentimos frágeis.
Penso no que podemos fazer para mudar o mundo. Nada? Desde a antiguidade sempre existiram guerras e o homem diz tantas vezes estar lutando em busca da paz. Eu me pergunto, os fins justificam os meios?
O que posso fazer para mudar alguma coisa? Acho que muito pouco. Só posso rezar pela paz mundial, para um mundo que gostaria que existisse.
Se plantarmos o amor, se cada um de nós fizer um pouquinho será que já não estamos colaborando para um mundo melhor?
Quem sabe num futuro bem próximo os meninos de sete, oito anos daquele distante país, que de repente nos pareceu tão perto, porque o víamos a todo instante nos noticiários, possam em vez de empunhar armas; brincar livremente pelas ruas de pega-pega, de soltar pipa, de nadar nos córregos, ou tantas coisas mais.
Os prédios não estão mais lá, os homens que o derrubaram levaram muitas vidas com eles.
Esta história toda nos levou a refletir mais. Quem sabe esta data possa daqui para frente representar mais para todos nós. Quem sabe ela seja o prenúncio de  dias melhores, quem sabe a paz ainda nos chegue num futuro bem próximo...
Dizem que onze de setembro será um marco na história.
Mas os prédios não estão mais lá...  e a guerra ainda continua...

sonia delsin 

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