sábado, 24 de agosto de 2013



EGOCENTRISMO

Ele sempre está com os nervos à flor da pele, sempre sensível às próprias sensações e indiferente ao mundo exterior. Insensível às dores alheias e aos tormentos e anseios que não lhe dizem respeito.
O egocentrismo não lhe permite jamais enxergar além do próprio nariz. Para que se preocupar com os outros, se as preocupações consigo mesmo lhe tomam sempre todo o tempo do mundo?
Um ser movendo-se num eixo. É assim que imagino a vida de alguém que viva voltado para si mesmo.
Pudera que a situação acabe ficando conflitante! Pudera que as voltas em volta do eixo o levem à exaustão!
Uma vida limitada à própria individualidade é uma pobre e mísera vida.
Será que adianta dizermos a esse ser que a vida é uma linda caixinha de surpresas, e que nos reserva a cada dia, surpreendentes coisas novas?
Adianta dizermos que o nosso planeta é lindo e que as criaturas são formas de vida maravilhosas?
Se esta criatura só consegue enxergar-se no espelho criado em sua mente doentia...
Viver não é deixar-se arrastar pela vida. É buscar, é procurar, é questionar, é ousar, é sonhar, é imaginar.
É abrir os braços e deixar-se envolver pela beleza que nos cerca.
É amar, doar, criar.
Viver é sentir-se parte do mecanismo do Universo. É ser uma partícula, mas imprescindível!
Então por que a crise de nervos? Por que o desespero? Por que não acalmar o coração?
Esse ser só precisa desabrochar como criatura humana e descobrir que nada é tão importante, nada é tão urgente. A vida que aqui vivemos é só uma etapa que precisamos cumprir no papel final sobre a Terra.
Somos atores sim no palco da vida, mas coadjuvantes. Ainda não estamos prontos para representar o papel de ator principal.
E estamos representando só um papel. Nada é definitivo.
Por que chegarmos às últimas conseqüências?
O fundo do poço é só uma ilusão. Nada mais que uma ilusão!

sonia delsin 

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