EU A
ENCONTREI...
Minha querida,
eu não a esqueço.
Tantos anos se passaram desde o dia que a conheci.
Sabe, naquele tempo eu estava precisando de um coração como o seu.
Eu necessitava de alguém que me desse carinho.
Eu necessitava de um anjo que me alisasse os cabelos ternamente e não me
dissesse nada.
Eu estava todo dolorida no corpo e na alma, e queria uns olhos que falassem
docemente comigo.
Não queria palavras... queria gestos e olhares.
Você chegou do nada numa tarde qualquer.
Soube que eu estava doente e veio me conhecer. Veio me fazer uma visita.
Que visita meu Deus!
Não falou muito. Era seu jeito de ser.
Falava pouco com os lábios. Falava sim com os olhos cor de mel.
De vez em quando aparecia, e com que ansiedade eu a esperava!
Eu me recuperei e você aparecia menos.
Eu sabia que era uma pessoa super ocupada.
Um dia eu soube que você estava doente.
Meu coração doeu porque senti que a perderia.
Você sofreu demais e não perdeu o jeito doce, o olhar carregado de amor.
Na última vez que a vi você me disse que havia adorado a coletânea de textos de
auto-ajuda que eu havia preparado especialmente para você.
Mas que era tarde demais. Seu tempo se esgotava.
A falta de ar não a deixava falar e você queria me dizer umas coisas.
Vanda, você estava diferente naquele dia. Estava falante.
Fiquei algum tempo ao seu lado e me recordo palavras que me falou, as balas que
me ofereceu e a roupa que usava.
Estava tão cansada e tão bonita.
Era doloroso vê-la naquele estado. Você era tão jovem e a morte a rodeava.
Dias depois você partiu e seu corpo foi sepultado numa cidadezinha aqui perto.
Eu não pude ir ao seu sepultamento por razões muito fortes e sempre desejei
visitar seu túmulo.
Sei que você não está lá. Que lá ficou só a matéria e que seu espírito imortal
vive em outras paragens.
Queria lhe fazer uma visita mesmo assim.
Meu coração sempre esteve me pedindo isso.
Quase cinco anos se passaram e ontem eu estive lá.
A cidade é mesmo pequenina. Um recanto de paz.
O cemitério fica nos arredores da cidade e num ponto bem alto.
Como não havia alguém que pudesse me informar a localização de sua campa eu sai
andando procurando. Fui lendo os nomes nas lápides.
Quando vi seu nome a emoção tomou conta de mim
Bem ao lado de seu túmulo plantaram um arbusto que o ensombreia. “Um pingo de
ouro”.
O arbusto está tão florido...
Levei anos para ir até lá, mas esteja certa que não a esqueci.
Existem pessoas que se instalam em nossos corações para sempre e você é uma
destas pessoas.
A amizade verdadeira dispensa palavras. Você me ofereceu o que de melhor havia
dentro de você: sua suavidade, sua ternura, seu amor.
sonia delsin
Tantos anos se passaram desde o dia que a conheci.
Sabe, naquele tempo eu estava precisando de um coração como o seu.
Eu necessitava de alguém que me desse carinho.
Eu necessitava de um anjo que me alisasse os cabelos ternamente e não me dissesse nada.
Eu estava todo dolorida no corpo e na alma, e queria uns olhos que falassem docemente comigo.
Não queria palavras... queria gestos e olhares.
Você chegou do nada numa tarde qualquer.
Soube que eu estava doente e veio me conhecer. Veio me fazer uma visita.
Que visita meu Deus!
Não falou muito. Era seu jeito de ser.
Falava pouco com os lábios. Falava sim com os olhos cor de mel.
De vez em quando aparecia, e com que ansiedade eu a esperava!
Eu me recuperei e você aparecia menos.
Eu sabia que era uma pessoa super ocupada.
Um dia eu soube que você estava doente.
Meu coração doeu porque senti que a perderia.
Você sofreu demais e não perdeu o jeito doce, o olhar carregado de amor.
Na última vez que a vi você me disse que havia adorado a coletânea de textos de auto-ajuda que eu havia preparado especialmente para você.
Mas que era tarde demais. Seu tempo se esgotava.
A falta de ar não a deixava falar e você queria me dizer umas coisas.
Vanda, você estava diferente naquele dia. Estava falante.
Fiquei algum tempo ao seu lado e me recordo palavras que me falou, as balas que me ofereceu e a roupa que usava.
Estava tão cansada e tão bonita.
Era doloroso vê-la naquele estado. Você era tão jovem e a morte a rodeava.
Dias depois você partiu e seu corpo foi sepultado numa cidadezinha aqui perto.
Eu não pude ir ao seu sepultamento por razões muito fortes e sempre desejei visitar seu túmulo.
Sei que você não está lá. Que lá ficou só a matéria e que seu espírito imortal vive em outras paragens.
Queria lhe fazer uma visita mesmo assim.
Meu coração sempre esteve me pedindo isso.
Quase cinco anos se passaram e ontem eu estive lá.
A cidade é mesmo pequenina. Um recanto de paz.
O cemitério fica nos arredores da cidade e num ponto bem alto.
Como não havia alguém que pudesse me informar a localização de sua campa eu sai andando procurando. Fui lendo os nomes nas lápides.
Quando vi seu nome a emoção tomou conta de mim
Bem ao lado de seu túmulo plantaram um arbusto que o ensombreia. “Um pingo de ouro”.
O arbusto está tão florido...
Levei anos para ir até lá, mas esteja certa que não a esqueci.
Existem pessoas que se instalam em nossos corações para sempre e você é uma destas pessoas.
A amizade verdadeira dispensa palavras. Você me ofereceu o que de melhor havia dentro de você: sua suavidade, sua ternura, seu amor.

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