sexta-feira, 23 de agosto de 2013



QUANDO O SONHO MORRE

Dizem que temos que ser fortes porque quando os sonhos morrem temos que continuar caminhando. Outros planos, outras metas. Quando vemos estamos de novo sonhando.
Idealizando, esperando.
Minha mãe sempre diz que não devemos deixar que as ilusões nos abandonem. Ela vive a repetir que devemos nos agarrar a um novo sonho. Uma nova ilusão, mesmo que ela seja pequenina. Sempre vamos encontrar dentro de nós um novo um ideal, a expectativa de algo sensacional.
Quando menina ainda eu vi meu mundo desmoronar. Eu consegui reconstruí-lo e prometi a mim mesma que nunca mais deixaria a vida me abater.
Ela poderia me derrubar, mas eu iria sempre e sempre me levantar.
As barreiras me apareciam do nada. Parecia piada. Era um levantar e cair. A insistência de meu ser sempre me fazia reerguer.
Sempre.
Hoje eu olho o caminho percorrido e penso.
Poderia ter sido mais bonito?
Não sei se eu teria aprendido. Não sei se seria a mesma se não tivesse sofrido.
Algumas pessoas se amarguram com o sofrer, outras desistem de viver. Há quem construa em torno de si uma redoma para se proteger.
Dias destes próximo daqui um rapaz se enforcou porque não aguentou a dor do viver.
Não sabia ele que a vida continua mesmo depois de morrer.
Quando um sonho morre outro sonho já se prepara para nascer. Basta crer.


sonia delsin 

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