sábado, 24 de agosto de 2013



FELIZES PARA SEMPRE

Cresci ouvindo histórias de fadas, princesas com seus príncipes encantados e o tão famoso “felizes para sempre” no final.
Talvez um pouco sugestionada por elas minha cabecinha se enchia de fantasias, e eu acreditava piamente que meu príncipe encantado também chegaria.
Não seria um sapo, que com o encanto de um beijo transformar-se-ia em belo jovem.
Nem eu seria Cinderela.
Tampouco Bela Adormecida, Branca de Neve...
Mas sentia desde muito pequena que um dia conheceria alguém que seria muito, mas muito especial mesmo para mim.
Ele seria lindo, porque sempre a beleza me fascinou. Não falo só da aparência física, porque essa se deteriora com o tempo. Falo da beleza interior mais que tudo.
Sentia que nos conheceríamos e nos apaixonaríamos loucamente e viveríamos a nossa história. Uma digna de ser contada.
Ela me aguardava, estava escrito que assim seria porque eu a queria com toda força de meu coração.
Não precisei esperar muito pelo meu príncipe. Mal completara dezoito anos ele chegou na minha vida.
Com seu olhar aveludado me conquistou de imediato. O cupido nos flechou e a partir de então começamos a viver a nossa história.
Éramos tão jovens e ansiávamos por sensações diferentes.
Nós nos entregamos ao sentimento novo e ele coloriu todo o nosso mundo.
Já não éramos mais os donos de nós mesmos. Um pertencia ao outro.
Descobrimos que só conseguiríamos ser felizes se estivéssemos juntos, separados não éramos mais nada.
Temos vivido por tantos anos a nossa história de amor, não tão fantasiosa como os contos da carochinha, porque a realidade consegue ser esmagadora tantas vezes.
Mas continuamos sendo sempre um para o outro como nos primeiros tempos: apaixonados!
Somos príncipe e princesa agrisalhados, com uma bagagem de vida pesada, mas de mãos grudadas, para que um não se perca do outro.
Ainda buscamos a mesma estrela porque ainda somos os mesmos de sempre.

Existe um “felizes para sempre”, quando desejamos que assim seja.

sonia delsin 

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