FELIZES PARA SEMPRE
Cresci ouvindo histórias de fadas, princesas com seus príncipes
encantados e o tão famoso “felizes para sempre” no final.
Talvez um pouco sugestionada por elas
minha cabecinha se enchia de fantasias, e eu acreditava piamente que meu
príncipe encantado também chegaria.
Não seria um sapo, que com o encanto de
um beijo transformar-se-ia em belo jovem.
Nem eu seria Cinderela.
Tampouco Bela Adormecida, Branca de
Neve...
Mas sentia desde muito pequena que um
dia conheceria alguém que seria muito, mas muito especial mesmo para mim.
Ele seria lindo, porque sempre a beleza
me fascinou. Não falo só da aparência física, porque essa se deteriora com o
tempo. Falo da beleza interior mais que tudo.
Sentia que nos conheceríamos e nos
apaixonaríamos loucamente e viveríamos a nossa história. Uma digna de ser
contada.
Ela me aguardava, estava escrito que
assim seria porque eu a queria com toda força de meu coração.
Não precisei esperar muito pelo meu
príncipe. Mal completara dezoito anos ele chegou na minha vida.
Com seu olhar aveludado me conquistou de
imediato. O cupido nos flechou e a partir de então começamos a viver a nossa
história.
Éramos tão jovens e ansiávamos por
sensações diferentes.
Nós nos entregamos ao sentimento novo e
ele coloriu todo o nosso mundo.
Já não éramos mais os donos de nós
mesmos. Um pertencia ao outro.
Descobrimos que só conseguiríamos ser
felizes se estivéssemos juntos, separados não éramos mais nada.
Temos vivido por tantos anos a nossa
história de amor, não tão fantasiosa como os contos da carochinha, porque a realidade
consegue ser esmagadora tantas vezes.
Mas continuamos sendo sempre um para o
outro como nos primeiros tempos: apaixonados!
Somos príncipe e princesa agrisalhados,
com uma bagagem de vida pesada, mas de mãos grudadas, para que um não se perca
do outro.
Ainda buscamos a mesma estrela porque
ainda somos os mesmos de sempre.
Existe um “felizes para sempre”, quando
desejamos que assim seja.
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário