O PERDÃO
Hoje vou falar um pouco sobre o perdão.
No pai-nosso dizemos: Pai, perdoai as
nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...
Mas pensando bem, não é nada fácil
perdoarmos alguém.
No livro Love Story a personagem
principal Jennifer diz ao seu amado Oliver uma frase maravilhosa: “Amar é
jamais ter de pedir perdão”.
Esta frase me levou a refletir.
Gostaríamos tantas vezes de nunca magoar
as pessoas, mas nem sempre conseguimos, porque somos simplesmente humanos e
sujeitos a erros e acertos.
Comecei a pensar nas pessoas que me
magoaram e como sempre foi difícil esquecer as ofensas recebidas.
Se pudéssemos passar uma borracha em cima. Apagar , começar
de novo.
Mas não! E as marcas vão ficando...
Lentamente aprendo um pouco este gesto
generoso, que é o perdão.
Mas esquecer? Por que demoramos tanto a
esquecer o mal que nos fazem?
Acredito que algumas pessoas são
colocadas em nosso caminho justamente para nos machucar o coração.
Precisamos conviver com elas e tentar
entender o porquê delas sentirem prazer em nos ferir.
Alguns tudo fazem para nos ver felizes,
para nos proporcionar coisas boas, edificantes; já outros se satisfazem em ver
o nosso coração estraçalhado.
O que precisamos é não retribuir com a
mesma moeda, mas sim procurar entender as razões delas agirem dessa forma
conosco.
Não digo que devemos docilmente deixa a
nossa face para ser esbofeteada.
Mas temos que ser superiores ao mal que
nos fazem e não guardar mágoa no peito, porque a mágoa nos faz muito mal.
Acho que um caminho para começarmos a
perdoar alguém é nos colocarmos no lugar dessa pessoa e tentarmos entender os
motivos que as levam a agir como agem.
Se as respostas não pertencerem a esta
vida resta-nos então imaginar se elas não possam estar num passado muito mais
distante.
Ou não. Quem sabe!
Tudo é muito misterioso e creio mesmo
que aqui não alcançaremos uma compreensão maior.
Resta-nos então aliviar nosso coração e
tentar esquecer, perdoar. Dar a volta por cima.
sonia delsin

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